Blog · 04 de junho de 2026
Aviação Executiva no Mato Grosso: como funciona e como o empresário acessa
Mato Grosso tem a 3ª maior frota executiva do Brasil. Entenda como o empresário regional acessa aviação executiva via gestão compartilhada.
Aviação executiva no Mato Grosso: contexto e dimensão do mercado
A aviação executiva no Mato Grosso registrou crescimento consistente nos últimos anos, consolidando o estado como a 3ª maior frota de aeronaves executivas do Brasil, com aproximadamente 1.200 aeronaves registradas, segundo dados da ANAC e da Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG, 2024). O estado fica atrás apenas de São Paulo e Goiás, e lidera com folga o ranking nacional de aviação agrícola.
Esse desempenho não é coincidência. Mato Grosso tem território quase três vezes maior que a Itália, com polos econômicos separados por centenas de quilômetros. Para o empresário do agronegócio ou da indústria regional, a aeronave executiva deixou de ser um símbolo de status e passou a ser uma ferramenta operacional.
Por que o Mato Grosso tem uma das maiores frotas executivas do país
A lógica é geográfica e econômica. O estado concentra produção de soja, milho, algodão e carne em municípios como Sorriso, Lucas do Rio Verde, Sinop, Nova Mutum e Rondonópolis, todos com aeroportos ou pistas privadas operacionais. A distância entre esses polos e a capital Cuiabá, ou entre Cuiabá e São Paulo, torna a aviação comercial ineficiente para quem gerencia operações distribuídas.
O Centro-Oeste como região é a 2ª maior do Brasil em frota de jatos executivos, respondendo por 27,8% das aeronaves nacionais, atrás apenas do Sudeste. Dentro da região, Mato Grosso lidera com folga, tanto em aeronaves executivas quanto na frota agrícola.
Em 2025, a frota executiva brasileira superou 11.239 aeronaves, crescimento de 6,5% em 12 meses, com jatos executivos avançando 17% no período (ABAG, novembro de 2025). O setor de jatos executivos na América Latina deve movimentar US$ 1,31 bilhão até 2029, com o Brasil na liderança regional.
Infraestrutura aeronáutica em expansão em Mato Grosso
Em maio de 2025, o Aeroporto Bom Futuro, em Cuiabá, inaugurou o Terminal de Aviação Executiva Luzia Maggi Scheffer, com investimento de R$ 20 milhões. A estrutura opera aproximadamente 6.000 voos e 20.000 passageiros por ano, com facilidades específicas para aviação executiva: hangares, salas de passageiros e suporte operacional.
Além da capital, municípios do interior como Sinop, Sorriso e Rondonópolis dispõem de infraestrutura aeroportuária compatível com aeronaves monomotoras, bimotor e turboélices de porte médio. Essa capilaridade é um dos fatores que sustentam a demanda por aeronaves executivas à venda e por programas de gestão compartilhada no estado.
O que é gestão compartilhada de aeronaves e como ela funciona no Brasil
Poucos artigos sobre aviação executiva no Mato Grosso explicam como o empresário pode acessar uma aeronave sem precisar comprá-la integralmente. A modalidade de gestão compartilhada de aeronaves, regulamentada pela ANAC por meio do RBAC 91 Subparte K, permite que múltiplos proprietários compartilhem uma mesma aeronave sob administração de uma empresa gestora especializada.
Na prática: um grupo de empresários adquire cotas de uma aeronave. A empresa gestora cuida da manutenção, tripulação, documentação junto à ANAC, seguro, hangar e programação de voos. Cada cotista tem direito de uso proporcional à sua cota e paga apenas os custos operacionais referentes ao seu uso.
| Modelo de acesso | Características principais |
|---|---|
| Compra individual | 100% dos custos, uso irrestrito, gestão própria ou terceirizada |
| Copropriedade (RBAC 91 K) | Custo dividido entre cotistas, gestão profissional, uso programado |
| Fretamento (táxi aéreo) | Sem propriedade, custo por voo, flexibilidade máxima |
| Assinatura/clube | Modelo emergente, horas mensais contratadas, sem propriedade |
O que considerar ao escolher uma empresa gestora de aeronaves
A escolha da gestora define a qualidade e a segurança da operação. O empresário deve verificar os seguintes pontos antes de assinar qualquer contrato:
- Habilitação ANAC: a empresa deve estar habilitada para operar sob o RBAC 91 Subparte K, com registro ativo no Sistema de Controle de Habilitações (SISCOP).
- Transparência nos custos: custos fixos (hangar, seguro, manutenção programada) e variáveis (combustível, taxas, tripulação) devem ser discriminados no contrato.
- Presença regional: uma gestora com base no estado opera com resposta mais rápida para manutenção não planejada, tripulação e logística de voo.
- Histórico operacional: verificar tempo de atuação, aeronaves sob gestão e referências de outros cotistas.
- Gestão documental: a gestora deve manter ativo o Certificado de Aeronavegabilidade (CA), Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) e os contratos de manutenção dentro dos ciclos TBO (Time Between Overhaul) exigidos.
Custos reais da aviação executiva compartilhada em Mato Grosso
Os custos variam conforme o modelo da aeronave, o número de cotistas e a frequência de uso. Em termos gerais, uma operação compartilhada de turboélice como o King Air C90 entre três a quatro cotistas gera custo mensal por proprietário equivalente a 30-40% do custo de propriedade individual, incluindo manutenção, hangar e tripulação.
O custo variável por hora de voo em aeronaves turboélice no Brasil gira entre R$ 4.000 e R$ 8.000 dependendo do modelo, combustível e rota. Em aeronaves de pistão como o Cirrus SR22 ou Cessna TTx, esse valor cai para R$ 1.500-2.500 por hora.
Para o empresário que voa entre 40 e 120 horas por ano, a gestão compartilhada costuma ser mais eficiente do que o fretamento pontual e mais viável financeiramente do que a compra individual.
RAKI Aero Gestão: gestão profissional de aeronaves no Centro-Oeste
A RAKI Aero Gestão LTDA, com sede em Sinop, Mato Grosso, opera na gestão de aeronaves compartilhadas e na compra e venda de aeronaves executivas no Brasil. A empresa atende proprietários e cotistas que precisam de operação profissional, conformidade regulatória e gestão de custos transparente.
O nome RAKI vem do idioma Maori e significa Norte e Céu, uma referência direta à localização da empresa no norte do estado e à sua proposta de posicionar a aviação executiva regional como referência nacional.
Para empresários do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pará e Tocantins que buscam acesso à aviação executiva com estrutura profissional, a RAKI oferece consultoria para avaliar o modelo mais adequado: copropriedade, gestão individual ou assessoria para aquisição de aeronave.
Quer entender qual modelo de acesso faz sentido para a sua operação? A RAKI Aero Gestão atende em todo o Brasil com suporte técnico, documental e operacional completo. Entre em contato: (66) 99901-8945 — Vinicius Amorim.
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A RAKI assessora na aquisição e gestão de aeronaves executivas em todo o Brasil.
